Hemorragia é a perda de sangue por meio dos ferimentos, e de cavidades naturais, tais como: boca, nariz, ouvido ou fraturas. Este trauma caracteriza-se pelo rompimento dos vasos (veias ou artérias), e geralmente os órgãos atingidos são o fígado e o baço. A hemorragia pode ser interna, resultante de uma úlcera, ou de um traumatismo com compressão, acometimento por projétil (arma de fogo) entre tantos outros. Devemos sempre estar atentos às hemorragias internas pelo fato de não as vermos. Entretanto, a hemorragia externa é de fácil visualização e geralmente esta associada a ferimentos expostos, fraturas e lesões.              

AÇÕES DO SOCORRISTA NO CHOQUE HEMORRÁGICO 

            Os cuidados que o socorrista deve dispensar a vítima de choque hemorrágico devem levar em conta o conceito no atendimento ao traumatizado de “hora que vale ouro”. Os primeiros sessenta minutos são considerados críticos, e a vítima deve ser rapidamente conduzida ao hospital. Se o choque hipovolêmico puder ser prevenido ou ter sua gravidade amenizada as chances de sobrevivência do indivíduo serão maiores.          Se nada for feito para o paciente que está em choque, o quadro geralmente resultará em óbito.

            O choque é uma reação do corpo em distribuir sangue para os órgãos vitais. Quando a perfusão de O2 e CO2 não ocorre de forma adequada a hipoperfusão se instala (choque hipovolêmico). Dentre os tipos de choque hipovolêmico há o choque hemorrágico decorrente da diminuição do volume sanguíneo circulante devido a uma hemorragia interna ou externa.

            O sangue transporta oxigênio, nutrientes, hormônios para os tecidos, com a circulação ineficiente resultante de uma hemorragia o cérebro pode sobreviver por até seis minutos após uma parada cardíaca. As células cerebrais não sobrevivem sem oxigênio e glicose. Desse modo é de suma importância a compreensão da gravidade da evolução do quadro de choque hemorrágico e a ação do socorrista nessa situação. Se a hemorragia ocorrer no cérebro o caso se agrava ainda mais.